Daqui para a eternidade… e além!

Para quem já sonhou com a imortalidade, caiu da cama e voltou a sonhar.

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March 16th, 2007

O PRIMEIRO NOITÃO A GENTE NUNCA ESQUECE
Hi EarthPeople!
Após ausente alguns dias, retornei para relatar minha experiência no Noitão do HSBC Belas Artes no último dia 9/03. A expectativa girou em torno da avant premiére do mais novo filme de Sofia Copolla, que por sinal estréia hoje,
MARIA ANTONIETA. Muito criticado pela trilha sonora atual e não épica, como pede um filme como esse, agradou aos fans do New Rock. No mais, é uma produção estonteantemente bem produzida. Representou em todos os detalhes o luxo e a abundância de Versailles e do parasitismo da corte francesa no reinado de Luís XVI. Por falar no baixinho (estigma de governantes franceses), o momento mais aguardado por metade dos espectadores não foi mostrado: a guilhotina. Enquanto alguns usavam isso como desculpa para tachar o filme de ruim, outros alegavam lentidão na narrativa e sequências atemporais. Eu digo que, em ambos os casos, trata-se de fidelidade ao livro e uma dinâmica ao estilo de crônicas interpostas para formar o filme. Resultado: Figurino impecável (Oscar merecido), Kirsten está evoluindo e, de um modo geral, agradou-me muito. Filho de peixe, peixinho é. E por falar no pai, foi de Francis Ford Copolla o filme surpresa da noite: PEGGY SUE - SEU PASSADO A ESPERA, da época que o Nicolas Cage ainda tinha cabelo (rs). Bem apropriado. No meio da mostra de família, exibiram FORA DO JOGO, uma divertida e inusitada, acredite se quiser, COMÉDIA iraniana. um filme sobre um grupo de jovens mulheres que tentam entrar em um estádio de futebol. Detalhe: No Irã, as mulheres são proibidas de irem aos estádios de futebol, e elas acabam sendo presas em um cercadinho fora do estádio, onde vivem a espectativa de poderem assistir a partida de alguma forma. (recomendo).
Boa seleção, boas direções. Valeu a pena ir trabalhar no sábado com os olhos roxos de sono.

March 9th, 2007

TRICÍCULO FANTASMA
Pode parecer muito legal ver a cabeça de alguém pegando fogo até sobrar só a caveira em chamas. No cinema, claro. É muito legal também ver aquelas motos estilizadas arrancando fogo do asfalto, pirotecnias, saltos impossíveis. Até aí, qualquer produção hollywoodyana com um orçamento milionário é capaz de ser boa. Diferente é fazer isso e contar uma história. Não que a chuva de adaptações para o cinema das HQ’s preferidas da EarthPeople seja prejudicial, mas uma coisa é adaptar uma HQ, outra bem diferente é fazer cinema. O MOTOQUEIRO FANTASMA é um dos personagens do mundo dos quadrinhos mais queridos pelos leitores. Mas creio que nem a eles chegou a agradar. Acho que ninguém aprendeu com O FANTASMA, DEMOLIDOR ou HULK. Não basta levar uma HQ ao cinema, tem que saber fazer cinema. Nem mesmo o elenco estrelado salvou a produção. Nicolas Cage parecia um boneco guiado a controle remoto e Peter Fonda quase perde seus créditos de monstro do cinema, mesmo interpretando o Diabo. O filme parece um videoclipe superproduzido. Os personagens surgem do nada, a montagem foi muito mal feita e a origem do motoqueiro foi sinopseada de uma forma tão sem nexo, que quase deu vontade de pedir para voltar o filme, só pra ver se eu tinha entendido direito. Prefiro o Kiko disputando seu tricículo com o Chaves. Pelo menos eles são divertidos. Nos meus momentos de cochilo, lá pela metade do filme, só não me estressei com aquele show visual sem conteúdo porque lembrei que, nos próximos meses, vou poder lavar minha alma com produções de gente que realmente sabe adaptar uma HQ. Que venham 300 e HOMEM-ARANHA 3!

J.R.SOUZA

March 5th, 2007

A cidade grande é uma selva.
Aqui, irmãos se odeiam, sócios se roubam, colegas de trabalho puxam o tapete, amigos traem, chefes coagem, pais chantageam, amores matam…
É muito pior que uma selva.
Mas ainda dá pra relaxar no fim do dia. Uma caminhada no parque ao pôr-do-sol, um sorvete no Drive-Thru, um barzinho, uma balada , uma rodada de cerveja… aí o álcool sobe, alguém vira a mesa e começa tudo de novo…

“METRÓPOLE”

Breve… by J.R.SOUZA

March 5th, 2007

Nada como alguns minutos a mais para transformar o seu dia.

Uns minutos a mais de sono e foi como se o inferno abrisse caminho por entre os túneis do metrô. E ainda ousava chamar isso de caminho alternativo. Nunca vi tanta gente junta num único lugar ao mesmo tempo. Enquanto que em certas estações, os usuários sabem o limite para entrar, em outras, é como se você fosse uma sardinha sendo enlatada. Apesar de organizado, limpo e rápido, não comporta o “formigueiro” da capital paulista. É assustador ver que, quando se foge dos ônibus cheios, encontra-se metrôs lotados. Foi uma situação de medo. Não sabia para onde ir, para onde fugir. Eu que gosto de multidão, me senti na necessidade de bancar o Robinson Crusoé por alguns minutos. Mas na intensidade do mundo corrido, não são os espaços minúsculos que incomodam, são os habitantes deles. Não há educação no limite do atraso, não há paciência no limite das necessidades, porém deveria haver, ao menos, consciência. Reserve-se ao direito de locomover-se sem fazer disso uma viagem tortuosa para si e para os outros. Saia mais cedo e espere pelo próximo trem. Pode parecer clichê, mas é útil. Nos meus minutos de amargura de todos os dias ainda consigo um pouco de sarcasmo para dar o azedo, e não o amargo, que a vida necessita: se acreditasse no Deus Católico de minha mãe, aceitaria estar pagando os meus pecados e indo rumo ao limbo.  Até digo que esse papo de que quem peca vai para o inferno é pura bobagem. Deveriam dizer que, quem peca, pega metrô na Sé, sentido Jabaquara, às sete e meia da manhã.

J.R.SOUZA

March 2nd, 2007

QUE SE FAÇA A LUZ… 

“Doce é o veneno da morte que decapita minha sede de imortalidade, pois dos mortais é dádiva a inveja posto que nunca serão capazes de pureza espiritual suficiente para merecer habitar a Terra pelos infinitos anos de sua existência e findar-se na semente da reciclagem universal.

Venho ao mundo, aqui, hoje. E daqui, para a eternidade… e além dela.

A humanidade pode tentar me esquecer, mas a história me fará imortal.”

J.R.SOUZA